Cuidado.
Se você receber um e-mail com arquivos de extensões
.cmd, .bat, .scr ou .exe, pense duas vezes antes de
abri-los. Você pode estar muito próximo
de um código malicioso que, se aberto, será
instalado no seu computador.
De
acordo com especialistas de segurança, os arquivos
acima são os mais usados por crackers para infectar
sua máquina. Eles são propagados através
de phishings, e-mails que se aproveitam de situações
atuais, como promoções de telefonia, para
espalhar textos seguidos por um link.
Ao
invés de anexar arquivos suspeitos, que os servidores
de e-mail bloqueiam, os phishings direcionam o usuário
a um site onde o vírus é baixado.
A
maioria dos arquivos disponíveis para download
nos sites possuem as extensões .cmd, .bat, .scr
ou .exe.
No
caso das duas primeiras (.cmd e .bat), o usuário
executa scripts conhecidos como arquivos batch. A principal
propriedade destes tipos de arquivos é automatizar
tarefas. Eles permitem que o cracker roube dados do
usuário.
A
extensão .scr se refere a protetores de tela,
o que facilmente confunde o usuário e o leva
a confiar no download do arquivo. O vírus é
ativado assim que a proteção de tela é
executada no computador.
A
mais reconhecida entre as extensões - e ainda
disseminada -, é a .exe. Apesar de saber o perigo
óbvio de arquivos executáveis, quando
convencido, o usuário não dá atenção
à extensão do anexo que está baixando.
Um
pouco mais raro é o uso da extensão .url,
que é um arquivo de atalho para uma página
da internet e não é bloqueado pelos servidores.
Os
arquivos citados são, em sua maioria, cavalos-de-tróia
e keyloggers. O primeiro abre a máquina para
o atacante. O segundo identifica e grava tudo que é
digitado, para posteriormente enviar os dados para o
criminoso mal intencionado.
Fique também atento aos .vbs, .ws e outros
Embora
menos recorrentes na atualidade, há algumas extensões
que ainda são utilizadas pelos crackers.
Os
scripts .vbs e .ws atuam como executáveis e podem
iniciar downloads de arquivos maliciosos na máquina
afetada. Raramente são enviados como anexos em
e-mails, pois são reconhecidos e excluídos.
Já
o perigo com as extensões .doc, .xls, .mdb e
.ppt é quase extinto. Nestes documentos do Microsoft
Office costumavam aparecer vírus de macro. Mas,
assim como o .com, baseado no MS-DOS, estão com
os dias contados, já que são rastreados
e identificados pelos antivírus.
É
importante que a máquina possua um firewall e
outros métodos de prevenção para
que estas e outras extensões vítimas de
códigos mal intencionados sejam identificadas.
Truques
de invasão
Assim
como na vida real, ao roubar informações,
o cracker é silencioso. “Ele não
faz nada que vá chamar a atenção.
O arquivo não irá apagar coisas, vai ficar
escondido”, declara um engenheiro de sistemas
da Symantec, Vladimir Amarante.
Para
reter o usuário e convencê-lo a baixar
o arquivo malicioso, são produzidos sites idênticos
aos originais, “clones” que não são
identificados como fraudes. Lá, o cracker acompanha
todas as ações do usuário, uma
vez que já instalou um cavalo-de-tróia
e um keylogger.
Os programas de mensagem instantânea também
tem sido alvo dos criminosos. O cracker pode utilizar
o arquivo malicioso já instalado no computador
de um usuário para enviar mensagens aos contatos,
com um link. “Eles são mais rápidos
e geralmente as empresas não os controlam”,
explica Amarante. “As pessoas geralmente clicam
imediatamente, por curiosidade.”
O
erro mais comum dos usuários, por mais simples
que pareça, é de leitura. “Quando
download termina, você pode abrir a pasta ou executar
o arquivo. Geralmente a pessoa executa direto, sem sequer
ler a extensão”, alerta um engenheiro de
sistemas da Symantec, Leandro Vicente.
Não
se deixe enganar
Muitas
extensões não são reconhecidas
pelos usuários ao visualizarem os arquivos. O
Windows, por exemplo, oculta a última extensão
de um arquivo. Ou seja, se o atacante renomear o cadastro.exe
como cadastro.txt.exe, o sistema irá apresentar
apenas a extensão .txt, uma vez que o sistema
operacional oculta a última por padrão.
Para
visualizar o nome complexo do arquivo, a configuração
é simples. No Windows Explorer (ou Meu Computador),
vá em Ferramentas e clique em Opções
de Pasta. Na janela que irá abrir, clique na
segunda aba, a Modos de Exibição. Desmarque
o item “ocultar as extensões dos tipos
de arquivos conhecidos”.
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